Você precisa cuidar do seu estresse!!!

Querido blog,

Cá estou eu novamente para escrever mais um depoimento (e não um simples post) neste meu canal virtual de expressões e desabafos… 🙂

Utilizo essa outra sessão “Depoimentos”, pois são relatos de percepções e sensações vividas por mim e que estão relacionadas à minha formação pessoal e profissional, mas que não tenho coragem ainda de tornar pública, por isso vou deixando aqui para quem sabe um dia colocar em exposição (Talvez eu publique este pelo Linked In para ver no que vai dar… rs) 😎

Em meu último depoimento com o título “7 meses depois” faço um balanço das minhas percepções após ter escrito o primeiro depoimento “Pensamentos” onde eu já começo com uma bomba “Procure algo que você tenha prazer em realizar, e o faça tão bem que pessoas lhe pagarão para fazê-lo”.

No depoimento de hoje quero falar sobre uma frase que ouvi no consultório de uma clínica médica: “Você precisa cuidar do seu estresse!” Essa frase tocou na minha ferida, mas antes de explicar o porquê, preciso contar o que veio antes.

No dia 13/04/17 – quinta-feira, voltei do trabalho de moto com meu namorado. Cheguei em casa fiquei conversando um pouco com ele e minha mãe e depois fui para o quarto arrumar minhas coisas e tomar banho. Ao abaixar para tirar os sapatos senti uma dor forte no meu pescoço, do lado direito… bem no maxilar perto da orelha direita. Quando coloquei a mão senti que estava um pouco inchado e quente. Na hora lembrei da caxumba que minha mãe teve aos 30 e poucos anos e corri até ela para perguntar quais eram os sintomas.

Ela explicou que quando teve caxumba o inchaço era dos dois lados e doía tanto que ela não conseguia fazer nada. Como a minha dor era leve e somente do lado direito, achei que fosse outra coisa e não dei tanta importância, até mesmo porque era véspera de feriado de Páscoa e na manhã seguinte (Sexta-feira Santa), meus pais, Bruno e eu iríamos para Mineiros do Tietê passar a Páscoa com a Tia Ilaide e o Tio Sérgio. Os registros dessa viagem estão no post “Atualizando o blog: Abril – Viagens, Pedra Grande, Mineiros do Tietê, Passeios e Aniversários”.

Na manhã de sexta-feira – 14/04/17, meu pescoço doía e havia um pequeno caroço, mas nada grave que atrapalhasse a viagem. Saímos bem cedo, paramos para tomar café na estrada e chegamos por volta de 14h em Mineiros do Tietê. Almoçamos com meus tios, conhecemos um pouco da cidade, inclusive a noite estava acontecendo uma Encenação da Paixão de Cristo na praça da igreja e nós acompanhamos. Fazia muito frio naquela noite. Eu até que estava agasalhada, mas não o suficiente. Chegamos em casa depois da procissão e a dor no pescoço aumentou. Fiquei preocupada, mas não quis ir ao hospital naquele dia. Apenas tomei Dipirona e fui dormir.

Na manhã de sábado o inchaço ainda permanecia, mas a dor já não era tão forte. Saímos para passear novamente, voltamos, almoçamos e a noite fomos para o centro da cidade com o intuito de comer pastel. Antes disso resolvi que queria ir ao hospital para saber o que era o tal caroço no meu pescoço.

Chegando lá a atendente fez uma ficha, pegou o endereço e telefone da casa da minha tia e fiquei aguardando a consulta. Primeiro teve a triagem de praxe para medir a pressão e depois aguardei o médico me atender. Achei o hospital bastante tranquilo para um sábado à noite. Havia apenas 3 pessoas na minha frente e nada de “muvuca” como nos hospitais públicos de Guarulhos e São Paulo.

Quando o médico chamou expliquei a ele toda a história e ele disse que ia pedir uns exames, mas que eu teria que fazer na segunda-feira, pois no final de semana não era possível naquele local. Disse também que se eu sentisse dor poderia continuar tomando Dipirona e foi o que eu fiz.

Importante registrar: Na segunda-feira quando eu já estava em Guarulhos, Tia Ilaide me mandou uma mensagem dizendo que a Assistente Social do Hospital ligou para ela para saber como é que eu estava e se eu queria ir com o transporte deles para a outra cidade (Jaú) realizar os exames que o médico solicitou… Impressionante, né?! Ainda existem serviços que realmente se preocupam com o bem-estar das pessoas e não apenas em sugar o dinheiro público!!! Pena que eu não estava mais por lá… Minha tia agradeceu a moça e falou que eu já estava em Guarulhos… 🙂

Voltando ao domingo…

O domingo de Páscoa foi tranquilo, o caroço diminuiu um pouco, mas na hora de ir embora comecei a tossir bastante. Era uma tosse seca e incomodava um pouco.

Na segunda-feira trabalhei normalmente e na hora do almoço fui com o encaminhamento médico até o laboratório Lavoisier. Fiz os dois exames que ele solicitou (Amilase e Hemograma). O resultado ficaria pronto no dia seguinte. Passei também na unidade do Dr. Consulta na Santa Cruz e agendei um clínico geral para o dia seguinte para que eu pudesse pegar o exame e levar para o médico analisar. Nesse mesmo dia a tarde eu comecei a tossir mais e a me sentir mal.

No final do dia fui para casa, tomei banho, me alimentei, tomei Dipirona e fui dormir cedo. Acordei muito mal com dor de garganta e a tosse piorou. Avisei no trabalho que não poderia ir pois ia antecipar minha consulta. Liguei na central do Dr. Consulta e consegui trocar a consulta para a unidade de Guarulhos. Fui agendada para passar com a Dra. Rúbia – Clínica Geral na parte da tarde. Peguei o resultado do exame pela internet e levei na consulta.

Dra. Rúbia viu meus exames e a princípio a Amilase (que tem a ver com caxumba) não apresentou nada, mas o Hemograma apresentou um pouco de Anemia. Além de analisar os exames, ela também me examinou como nenhum médico fez desde que eu era criança quando passava com o Pediatra Dr. Cláudio. Até palito na língua, aparelho no ouvido e “batidinhas” na barriga ela fez. Ela escutou o pulmão e constatou que eu estava com gripe, até então uma simples gripe acompanhada de uma forte dor de garganta. Por fim, a Dra. receitou alguns remédios, atestou que eu deveria ficar 2 dias de repouso em casa e solicitou que eu fizesse mais dois exames para confirmar as suspeitas de caxumba. Marquei o exame para o dia seguinte e agendei o retorno para o dia 09/05/17.

Obs.: gostei muito do atendimento do Dr. Consulta, principalmente o fato da consulta não ser tão cara e dar direito a um retorno!

Voltei lá no dia seguinte, fiz o exame em jejum e depois voltei para casa. Fiquei praticamente 3 dias em casa me recuperando não só física como psicologicamente, mas essa parte do psicológico vou falar mais no final pois tem a ver com o título desse depoimento.

Retornei ao trabalho na sexta-feira. Tomei os remédios nos dias que a médica indicou, fiquei em repouso nesses dias e na semana seguinte achei que tinha melhorado… Fui para a academia e tudo! O resultado foi que na outra semana eu estava pior!

Na segunda-feira do dia 08/05/17 passei muito mal no serviço com tosse seca, dor de garganta e febre! Saí do trabalho e fui direto pra casa. Tomei banho, jantei, tomei Dipirona, pois estava com dor no corpo e o remédio que a médica havia receitado já tinha acabado e capotei no sofá da sala… Até suei! E olha que o tempo estava frio!

No dia seguinte – 09/05/17, seria o retorno da minha consulta com a Dra. Rúbia na parte da tarde em Guarulhos, por isso solicitei uma saída antecipada do trabalho. Saí às 15h, fui direto para o Dr. Consulta e novamente fui super bem atendida passando por toda a triagem novamente!

Ah! Antes de tudo peguei o resultado do exame para apresentar à médica. No consultório da Dra. Rúbia expliquei tudo o que tinha acontecido desde a primeira consulta. Enquanto isso ela abriu o exame e constatou que houve reagente ao vírus da caxumba. Ela perguntou se eu tomei a vacina tríplice na infância (Caxumba, Sarampo e Rubéola), eu respondi que não tinha certeza, mas achava que sim. Dra. rúbia explicou que como houve o reagente, provavelmente eu tenha pego o vírus da caxumba e que por ter tomado a vacina na infância o meu organismo reagiu, mas no dia em que eu fiz o exame já não estava mais com o vírus ou tinha resquícios dele. Resumindo: eu tive caxumba! rsrs

Além da caxumba, pelos sintomas que eu relatei, Dra. Rúbia constatou algo a mais. Ela me examinou novamente como na primeira consulta e ao ouvir o pulmão disse que estava com bastante secreção. O diagnóstico final foi Gripe Influenza! Sim, eu peguei a tal da Gripe H1N1 ou suas similares. Devido a isso ela teve que receitar antibióticos (2) e inalação de 8 em 8 horas. Por isso ela me atestou mais dois dias em casa!

Enquanto ela fazia o receituário, conversamos sobre outros assuntos relacionados a saúde, trabalho, até que comecei a contar a ela sobre alguns sintomas físicos que tenho e ela soltou a seguinte frase: “Você precisa cuidar do seu estresse!!!” O estresse baixa a imunidade e deixa nosso corpo aberto para captar diversos vírus e epidemias! Sim, eu precisava contar tudo isso para chegar no porquê do título desse post! A Dra. Rúbia simplesmente tocou na ferida!!! Ela falou algo que por mais que eu já sabia, não conseguia aceitar ou assimilar, mas que eu tentava GRITAR para todo mundo e todos parecessem surdos que não pudessem me ouvir!

A Dra. falou algo muito simples e até sem importância para muita gente, mas que para mim foi como uma mão que salva de um naufrágio… Sim! Preciso descrever nos detalhes e exageradamente porque PARA MIM era justamente essa a sensação: RESGATE!!! Pra completar a Dra. perguntou: “…tá tudo bem? Percebi que você arregalou os olhos quando falei do estresse!” O nó se formou na garganta, só consegui dizer a ela que ESTE era justamente o ponto, mas que não poderia explicar porque se eu falasse começaria a chorar e com certeza atrasaria as outras consultas dela. Ela ainda conseguiu me dizer que eu preciso buscar atividades que me tragam prazer como meditação, yoga, dança e afins… EXCETO academia ou atividades agitadas, mas SIM atividades que acalmam a mente e o coração… Fiquei atordoada, mas feliz pois finalmente alguém tinha me entendido sem ao menos me conhecer! Agradeci muito a ela e fui atrás das providências.

No mesmo dia comprei os remédios que ela passou, peguei o inalador do meu sogro e fiquei em casa me cuidando. Devido aos efeitos colaterais dos remédios, fiquei duas noites sem dormir. Na quarta e quinta-feiras fiquei em casa me recuperando e já maquinando o que poderia fazer para melhorar a minha vida! Por enquanto eu só conseguia pensar em procurar uma escola de dança e sair da Smart Fit que apesar de muito legal, estava sendo estressante para mim por diversos motivos que pretendo falar em outro depoimento.

Na sexta-feira fui trabalhar de máscara para não contaminar as pessoas no ambiente de trabalho e também para eu mesma não me contaminar. Meu namorado Bruno providenciou as máscaras e o álcool em gel, o qual deixei um pouco num frasco na bolsa e a maior parte no trabalho para utilizar a todo momento.

Devido à máscara, as pessoas me olhavam assustadas, mas diferente de quando eu era criança e adolescente, hoje em dia não me importo mais com o que os outros pensam ou falam! Fiquei trabalhando de máscara quase o dia todo. Incomoda um pouco, mas infelizmente é necessário.

Além dessa atitude, comecei a filtrar melhor meus pensamentos e  informações que recebia. Com relação aos atendimentos e chamados, passei a analisar com mais calma as necessidades dos clientes e o que NÃO cabe a mim, simplesmente repasso. O que eu tenho domínio, atendo de imediato com o maior prazer. O que não sei, mas posso procurar uma resposta, investigo um pouco mais e tento resolver junto ao cliente. Isso fez com que eu parasse de sofrer por situações que estão fora do meu alcance e que me causavam estresse!

Paralelamente a isso e coincidentemente a essa situação, voltei a ter contato com pessoas adeptas de um estilo de vida mais tranquilo e voltado para a paz espiritual. Retomei contato com a Terapeuta Holística Anna Maktub do blog Café com Terapia. Como expliquei no depoimento anterior, conheci a Anna no blog da Beca Brait, a qual conheci ao procurar sobre o tema “Depressão” no início de 2015 quando ainda estava no Canadá e sofria com os sintomas do Hipotireoidismo.

No início desse ano, Anna me ofereceu um curso, mas por fraqueza minha ou medo de comprometimento, não pude aceitar na época. Agora aguardo horário na agenda dela aos sábados para poder fazer uma entrevista e quem sabe dar início ao tratamento que melhor for indicado para mim. 😉

Outra coincidência foi com relação a um texto que li no Linked In de um rapaz chamado Gustavo Tanaka. Eu o acompanho no Medium, mas também passei a segui-lo no Linked In. Essa semana entrei para dar uma olhada no “feed de notícias profissionais” e me interessei pelo seguinte texto “Como você cuida de si mesmo”No início eu achava que ele postava textos que apenas questionavam os problemas, mas não ajudava a chegar a uma conclusão ou solução. Depois que li esse post, comecei a segui-lo também em seu blog e no YouTube … Os vídeos dele me fizeram muito bem! 🙂

Essas duas influências, Anna e Gustavo, me fizeram tomar uma postura diferente sobre a minha própria vida e sobre o Universo como um todo! Quero continuar aprendendo não só com eles, mas com pessoas que partilham das mesmas ideias e filosofias de vida!

Falando nisso, nessa mesma semana decidi procurar novamente alguma escola de dança para resgatar meu sonho: DANÇAR! Passei por uma academia próxima ao meu trabalho para saber os horários das aulas de ballet e jazz e o único horário disponível era às 21h. Achei muito tarde para eu ir embora depois e também para ficar esperando até o início da aula já que saio do trabalho às 18h… :/

Comecei então a procurar por escolas de dança em Guarulhos e lembrei que, há algumas semanas, minha “sobrinha postiça” Paula (chamada carinhosamente por mim de PAULÉÉÉÉÉÉTIS… kkkkk) fez uma indicação. Estávamos numa apresentação  de ginástica artística da Isabelli (Tchuka – filha do meu namorado Bruno) e encontramos a ex-professora de jazz da Paula, Carol Baptista. Ela veio conversar conosco e falou sobre o studio de dança da mãe dela Márcia Baptista em Guarulhos. Eu disse que ia conhecer, mas depois disso aconteceu toda a história da gripe e não pude ir atrás.

Eis que na quarta-feira 17/05/17 “fucei” mais um pouco na internet e peguei os contatos do Studio M Baptista. Saí do trabalho e fui direto conhecer o local e a professora. Ela mesma me recebeu e me convidou para fazer uma aula experimental de Jazz Free Dance. ME REENCONTREI!

Márcia tem 52 anos e é pisciana como eu! Além de tudo ela tem uma espiritualidade elevada e coloca isso em prática em suas aulas, promovendo exercícios de meditação, relaxamento, reflexão, auto-conhecimento e auto-cura! ERA TUDO O QUE EU ESTAVA PRECISANDO!!!

Enfim, me identifiquei com a Márcia e já fiz a minha escolha: vou trocar a Smart Fit por ela! kkkk Farei mais uma aula experimental com os dois filhos dela Carol e Felipe que são bailarinos profissionais e na próxima semana começo as aulas da Márcia! 😉

Acredito que é só o início de um sonho resgatado! Contarei mais sobre isso nos próximos depoimentos. Agradeço a atenção e o interesse de quem acompanhou até aqui.

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Gratidão e beijos de LUZ! 🙏🏼

felicie1

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