Me perdi nas voltas que o mundo dá…

Ai, ai…

Querido blog…

Cá estou eu aqui mais uma vez para fazer os registros dos últimos acontecimentos depois de um mês que postei o depoimento com o título “Você precisa cuidar do seu estresse!!!”

Fiquei na dúvida se colocava como post ou depoimento, pois faz 2 meses que não publico um post, mas cheguei à conclusão que isso não deve ser uma obrigação e sim uma terapia para mim, inclusive a maneira como vou me expressar (se post, depoimento, etc.)

E qual a diferença entre os dois? Post é mais aberto, público e divulgado. Depoimento é mais reservado, privado e não compartilhado (a menos que eu queria compartilhar). Como o assunto que vou falar é mais reservado, vai como depoimento mesmo. Até mesmo porque prefiro compartilhar nos posts os registros de passeios, viagens, dicas ou acontecimentos que não sejam tão complexos e que sejam mais “interessantes”…

Bom, o motivo de eu estar enrolando e explicando tanto para começar o assunto é pelo fato de ser uma mudança completa de planos em comparação ao que registrei no último depoimento.

Sim, eu afirmei que deveria cuidar mais do meu estresse e inclusive falei que havia encontrado uma forma de fazer isso que seria fazendo aulas de dança… Pois bem, na verdade eu não consegui dar continuidade nisso… Fiz uma semana de jazz e na semana seguinte comecei a me sentir estranha de novo… Tanto psicologicamente quanto fisicamente…

Psicologicamente falando, alguns pensamentos ruins surgiram e me fizeram perder a vontade de ir às aulas. Até então eu estava tentando ficar firme e me convencer de que não era nada e eu deveria continuar indo às aulas, mas tive certeza que não queria ir mais quando meu joelho direito começou a doer novamente igual quando eu tive Condromalacia Patelar há uns 4 anos atrás por excesso de atividade (inclusive dança)…

Antes que a dor piorasse como da primeira vez que não dei atenção a ela, decidi parar com o jazz e fazer fisioterapia e ginástica em casa. O problema de fazer ginástica em casa é que tenho que avisar o meu pai que vou precisar usar o quarto, pois ele o faz de “escritório” para emitir notas e fazer os trabalhos burocráticos que não consegue fazer na oficina dele.

Na primeira semana até que deu certo, eu chegava em casa depois do trabalho, me trancava no quarto e fazia meus exercícios. Na segunda semana começou a coincidir com a chegada da minha irmã que também utiliza o mesmo quarto para fazer os exercícios dela… Conclusão: na terceira semana eu fiquei de “saco cheio” e já comecei a maquinar algumas ideias que surgiram há algum tempo na minha cabeça, mas que até então eram inviáveis para mim. Não vou falar sobre essas ideias ainda, pois não quero atrapalhar meus planos e também não quero me frustrar, mas se der certo e se realmente se concretizar, farei o registro aqui.

Nesta semana do feriado de Corpus Christi (que neste ano caiu no dia 15/06/17) eu não consegui me exercitar nenhum dia. Minha mãe viajou para a Bahia com a minha tia para visitar a minha avó e isso também me deixou perturbada. Ela me deu essa notícia faltando poucos dias para viajar… A revolução de sentimentos ruins involuntários surgiu novamente em mim… Não pelo fato dela ir viajar, mas porque ficaríamos meu pai e eu em casa e como somos muito parecidos em alguns comportamentos, parece que “dá choque” e nossa convivência sozinhos não é tão agradável como deveria ser (pelo menos para mim: a estressada da família…)

Não é nada de grave e às vezes até acho que é frescura minha, mas como é um sentimento que não consigo controlar, então sim, é algo que me perturba muito. Daí eu me sinto mal duplamente, pois sei que não posso ter esse sentimento com relação ao meu próprio pai que tanto me ama e faz tanto por mim, pela minha irmã e por minha mãe… Tenho plena consciência de que se um dia minha mãe faltar – Deus me livre – eu que terei que “cuidar” dele, pois minha irmã praticamente mora com o namorado e eles pretendem mudar de país. Sinto como se eu fosse responsável pelo futuro dos meus pais, não só pelo fato de serem meus pais, mas principalmente por tudo o que eles fizeram e fazem por mim até hoje!

Isso pesa muito pra mim, pois sinto como se eu tivesse sempre uma dívida enorme e eterna com eles e não sei como pagar… Sei que para eles basta que eu seja uma boa pessoa, que ajude a eles e à minha irmã sempre que precisarem, mas esse é justamente o ponto, nem sempre eu me sinto a vontade para ajudar as pessoas e quando faço sempre é com sentimento de pressão, chantagem ou sei lá… Isso é péssimo, eu sei, mas só estou desabafando o que realmente sinto e não adianta falar que é só tomar vergonha na cara e me forçar a fazer o que eu sei que é certo, pois isso não resolve o problema… Preciso saber porque sou assim e porque esses sentimentos surgem dessa forma…

Bom, mais mudanças estão por vir daqui há algumas semanas e eu espero do fundo do meu coração que sejam realmente boas, pois confesso que estou perdida novamente nessas voltas que o mundo dá.

Vou encerrar esse depoimento por aqui e quando tiver novidades (boas ou ruins), eu volto!

Gratidão por este espaço em que posso me abrir e me expôr, mesmo que de forma reservada e particular, pois só toma conhecimento quem gosta de ler e se interessa pelo que acontece comigo!

Deus me ajude e me proteja! Amém…

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